Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.

06 maio 2014

A Queda Dum Anjo




Se Eurico, o Presbítero me pareceu datado, em relação a A Queda Dum Anjo eu não tenho dúvidas: é um clássico!

Nota-se que o escritor viveu no século XIX? Nota-se. Mas aí é que está a arte de um clássico: a ironia em relação aos valores e à sociedade em que o autor viveu não perdeu nada da sua vivacidade. Lê-se sem aquela sensação de ter envelhecido. Mais: pode perfeitamente aplicar-se aos nossos dias, na sua crítica ao provincianismo bacôco e à verbe dos políticos, no seus discursos de encher chouriços.

Camilo Castelo Branco é um autor esplêndido, a descobrir (falo por mim). Concentrei-me tanto no Eça, que me distraí deste, que afinal é mesmo obrigatório.

Neste livro, contam-se as venturas e desventuras de Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda, de Miranda do Douro, que se vê em plena Lisboa como deputado. Apesar de se verificar o cliché da cidade que corrompe o mais puro serrano, ler A Queda Dum Anjo não é só aprender bom português. É igualmente aprender a conhecermos melhor este nosso país e as suas gentes (todos nós).

Tenho publicado excertos da obra e seguir-se-ão mais alguns, para poderem julgar com a própria cabeça.

Nota: li a edição digital do Projecto Adamastor (download gratuito).


6 comentários:

Bartolomeu disse...

Excelentíssima Senhora Dona Cristina Torrão.
É meu sincero desejo que ao ler esta minha missiva se encontre de perfeita saúde, tal como restante família, Lucy (in the skye whith diamonds) inclusive, obviamente.
Escrevo-lhe com o propósito de lhe perguntar se já há datas e locais previstos para a apresentação e lançamento do seu no livro.
Louvo também o seu interesse pelos autores clássicos portugueses, e a divulgação que faz das suas obras mas, não se esqueça por favor de divulgar a sua. Os seus amigos e leitores aguardam ansiosamente a chegada do dia em que irão ter de novo o prazer de viajar pela História, acompanhados pelos personagens a que magistralmente dá vida.
Sem mais, de momento, subscrevo-mo com a máxima atenção;
Bartolomeu

Cristina Torrão disse...

Bartolomeu, não me estragues com mimos :)

Por acaso, tenho pensado em ti, em enviar-te uma mensagem, pois parece que afinal haverá uma apresentação em Lisboa. Mas ainda não sei a data. Sei que a 7 de Junho será o lançamento em Macedo de Cavaleiros, na livraria Poética, e também já há uma data para a apresentação em Braga: 14 de Junho.
Para o Porto e Lisboa ainda não há datas.

Como disse, já várias vezes pensei em mandar-te uma mensagem, mas ando com um grande problema para resolver na Segurança Social, que me tem ensombrado a alegria pela publicação do novo livro e me faz esquecer outras coisas importantes, como dar ais atenção a amigos ;) Mas podes estar certo de que, assim que os convites das apresentações estiverem prontos, tu recebes um (ou dois, ou três, ou meia dúzia ;) Na verdade, a entrada será livre, mas o convite não deixa de ser uma comunicação útil.

Grande abraço, Bartô :)

Bartolomeu disse...

Penso que ainda não estive em Macedo. Se estive, não me recordo.
Provavelmente irei estar... em junho!
;)

Bartolomeu disse...

Penso que ainda não estive em Macedo. Se estive, não me recordo.
Provavelmente irei estar... em junho!
;)

Cristina Torrão disse...

Não me digas, Bartô!!! :D

Gostarei muito de te ver lá. Mas também gostaria noutro lado qualquer.

Se lá fores, podíamos ir jantar a seguir. Que te parece?

E já conheces o castelo de Bragança? Vale a pena! :) Algumas das fotografias deste blogue, da última série, bem lá em baixo, foram tiradas lá, incluindo a última, comigo ao pé da bandeira nacional.

Bartolomeu disse...

Bragança conheço bem e Montezinho, também. Já passei uns dias na antiga casa do padre, recuperada para turismo. Nevava que se fartava e a neve entrava dentro da casa pelas frestas do telhado. Passámos os jantares em frente à lareira. ;)))
Quanto ao jantar, nem podia ser de outra forma!
;)))