Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.

18 julho 2013

O Mapa do Tempo


Este livro é obrigatório para quem gosta do tema «viajar no tempo», com tudo o que isso implica. Pode-se viver um caso de amor com alguém do futuro? Pode-se viajar ao passado, a fim de se salvar alguém que se ama de uma tragédia? Se sim, é óbvio que isso já terá sido feito! E quais são, então, as consequências de se modificar o fluxo dos acontecimentos? Haverá universos paralelos, fruto das modificações operadas pelos viajantes no tempo?

Este é, de facto, um romance empolgante, onde uma das personagens principais é o escritor H. G. Wells, que publicou a Máquina do Tempo ainda no século XIX, autor, igualmente, de A Guerra dos Mundos. H. G. Wells chega a estar em perigo de vida (em conjunto com Bam Stroker e Henry James), quando um viajante do tempo pretende apoderar-se dos seus manuscritos ainda não publicados. Este episódio permite também a Félix J. Palma divagar um pouco sobre o que é ser escritor e o que distingue uma obra que se torna um clássico das outras. No fundo, o escritor é, ele próprio, um criador de universos paralelos, podendo, dentro da sua história, movimentar-se no tempo a seu bel-prazer.

Como se vê, há razões de sobra para o leitor se entusiasmar com este livro, apesar da sua extensão (a versão alemã de bolso tem mais de 700 páginas). Houve, porém, algo que não me agradou: embora as personagens principais persistam, as histórias sucedem-se umas às outras, o que quer dizer que, depois de nos termos habituado a um certo enredo, surge um novo, com outras personagens, assim uma espécie de vários livros dentro do livro. Há quem aprecie o género e, na verdade, o autor consegue jogar com todos esses enredos sem provocar confusão no leitor.

Como acima referido, li a versão alemã Die Landkarte der Zeit, um verdadeiro best-seller em terras germânicas. O original é em castelhano.


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